sexta-feira, 24 de abril de 2009

Pensamentos soltos, traduzidos em palavras.


- E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos, certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

- Ah. Porque eu sou tímida.

terça-feira, 24 de março de 2009

O que lhe falta é o teto.



Você sempre pensa que o muito não é bom o bastante. Suas manias mudam de quinze em quinze dias. Você tem o pequeno defeito de estar morrendo de amores, você não sabe como evitar e se sente tão tola quando pensa nisso. Diz que se vê muito ocupada, mas, você não tem feito nada em benefícios dos outros. Com frequência, não consegue enxergar palavras pra explicar sentimentos, nem pra discutir em defender suas ideias, mal tem uma palavra que conforte alguém; no que mais gostava de fazer, não anda escrevendo nada, e não é por falta de tempo. Nunca conseguiu parar de roer as unhas e nas suas mãos começa a aparecer calos.
Acha que alguma coisa muda quando o olha, o suficiente pra ela lhe mostrar o que é romance. Ele não entende, mas sabe. Coragem é o que lhe falta. Atenção também. Espera um dia ter suas rejeições internas curadas, mas ainda não sabe o que deve ser mudado.

Você é induzida pelo medo e regurgitada... Será que isso pode ser vencido ?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Nenhum amor gris.


Não acho considerável que existam amores gris. Amor de pais, amor de amigo, amor de casal, qualquer tipo de amor, qualquer jeito de amar. Creio que, com o tempo e com a falta de emoção e o desgaste do amor, ele se torne gris.


Afinal, o amor não é formado por todas as cores, todas as distintas cores que possam existir?

É o brilho, não a falta dele.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Drink Me.

Eu me acostumei a beber sempre um pouco de você, que por sua vez, eu ficava meio-completa. Isso era auto-suficiente, porém, descobri que a minha auto-suficiência não preenche garrafas meio-cheias. É mais necessário que parece, eu preciso mais. Eu tenho sede. De você. SEDE.
Enquanto isso, eu continuo cheia. Minha garrafa está cheia. Você não costuma beber. Um pouco.
Talvez, você prefira beber, mas não engolir, e até cuspir um pouco.



DRINK ME !

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Perspectivas na janela.


O tempo estava meio cabreiro, e parecia que não iria abrir. E com sua desocupação e com a falta de programação boa na sua tv, observava os pingos de chuva brincando de apostar corrida pela sua janela, achando que se mudasse a posição de ver por ela, poderia lhe trazer uma nova perspectiva.
Ela procurou achar nas perspectivas, respostas nas quais ela nunca saberia se eram as respostas que poderiam lhe dar, mas achava que seria melhor pensar assim. Nas respostas. Respostas. Eram respostas bobas, mas que a fazia se sentir a não-secundária, a que fez por merecer, a que conseguiu o que realmente queria. Mas eram só perspectivas, e não respostas concretas de alguém que ela queria que saísse do próprio vocabulário de outra boca, dos lábios finos e de outra saliva.
Às vezes, a chuva traz sensações que são propriamente perspectivas, mas não trazem respostas. A chuva não deve gostar muito de respostas, não pelo menos respostas concretas e nem as que mais queremos, pelo menos, sentir. São apenas perspectivas, nada além disso.
E respostas à parte, ela não as encontrou.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Teu retrato na minha estante.

Seu sorriso amarelo consegue desfarçar muito bem a pessoa que você deve ser. Deve ser, pelo simples fato de você não se mostrar quem é. Você gosta de não falar de você, prefere não se entregar a alguém, mesmo sabendo que verdadeiramente há uma pessoa que gosta do seu jeito. Você não da o braço à torcer nas coisas que faz e diz. Você diz não voltar atrás. Porque?
O seu egocentrismo sempre fala mais alto e parece que não enxerga o mundo que o observa. Você acaba sendo invulnerável. Ninguém te atinge. Você não se entrega.
Talvez, não queira ver o que o mundo lhe proporciona. O mundo não gira só em torno de você mesmo. Não do jeito que você quer.

Porque? Porque você é assim?

domingo, 11 de janeiro de 2009

So Pure ♥

Seria sincero se eu dissesse que gostaria de liquefazer seu sorriso e guarda-lo pra mim. Olhar no fundo do seus olhos, quando ria da minha cara boba, e encostar no seu cabelo molhado, naquele ambiente, diga-se de passagem : nojento, e poder sentir socos de borboletas entre o estomâgo e o coração, foi ter a certeza de que eu não trocaria aquele momento por nada, nem estar com outra pessoa.
Se minha sinceridade fosse além do que eu posso sentir, eu deveria dizer que estar com você é insignificantemente significante. Eu sei, todos sabem, você deveria saber, também.
Mas se minha falta de palavras não corroessem minhas sinceridades sobre você, não seria tão difícil dizer o que eu REALMENTE quero.

Why can't you just read my mind ?